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Programação | #12M Ocupa Ruas Salvador

 

 

MANHÃ

  • 10h Canteiros Coletivos – Plantio do Canteiro Piloto.
O projeto CANTEIROS COLETIVOS, fará o plantio do canteiro piloto, localizado ao lado do viaduto da Av. Padre Feijó, no Canela (ao lado do Laboratório Bom Exemplo). Iniciado em fevereiro deste ano e tem o objetivo de recuperar canteiros degradados em vários bairros da cidade. +info

TARDE

Passeio Público | Oficinas de guarda-chuva e cartazes + atividades culturais.

Arena no Passeio Público. Av. Sete de Setembro, Próximo ao hotel Tropical da Bahia, Palácio da Aclamação e Casa d’Itália. (Veja mapa a seguir)

  • 14h Oficina de guarda-chuva | Oficina de cartazes.
  • 15h Assembléia | Propostas de Ação nas Ruas.

 

Primavera, Indignados, Ocupados, Desocupados, e agora? É nas ruas que as coisas acontecem, #12M Mobilizações no Brasil e no Mundo…

  • 16h Ação coletiva nas ruas da Cidade.

Localização do Passeio Público:

Participe:

Movimento “12M 15M” ocupará espaços públicos em todo o mundo
http://www.brasildefato.com.br/node/9530
12 de Maio | Manifesto GlobalMay #12M #maiobaiano #reocupa
http://www.ocupasalvador.org/12-de-maio-manifesto-globalmay-12m-maiobaiano-reocupa/
Grupo Brasil do 12M12 DIA DE AÇÃO GLOBAL
http://www.facebook.com/groups/378641685480678/
Grupo Salvador-BA #12m Salvador
http://www.facebook.com/groups/364322390255053/

#12M Ocupa Ruas Salvador | Chamada, é nas ruas que as coisas acontecem! Sábado, 12 de maio, 14h, Passeio Público.

É nas ruas que as coisas acontecem.
Construindo zonas autônomas de criação e discussão, buscando compreender o que esta em comum em todas as lutas de movimentos. #reocupa #12M. Sábado, a partir das 14h na arena do Passeio Público. 

Indignado? Traga suas idéas, juntos vamos por em prática!

12M é um chamado de mobilização social feito em conjunto pelos muitos movimentos Occupy ao redor do globo que defendem novas formas de viver e conviver em sociedade, contra a concentração de poder de decisão nas mãos de políticos e corporações. 12M é 12 de Maio! É o primeiro de uma série de chamados globais no ano, onde manifestantes em todo o planeta sincronizam suas agendas e propõem atividades conjuntas em praças públicas em seus locais de origem.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/382163611835461/

Oficina GUARDA-CHUVA, a partir das 14h. Leve sua indignação, guarda-chuva, tintas, pincéis e criatividade. 

#12M | #ReOcupa Salvador, 12 de Maio, 14h, no Passeio Público << Mobilização Internacional >> #maiobaiano

Por mais de um ano grandes movimentos populares abalaram governos em todos os continentes.

Cansados de crises, de injustiças, corrupção e desigualdades, enfrentamos a união dos governos e das elites econômicas que nos oprimem.

Protestos não violentos e democráticos estão aparecendo por toda a terra e nesse momento centenas de assembleias populares estão ocorrendo em todos os continentes.

Precisamos e vamos criar verdadeiras democracias!

A distribuição atual dos recursos econômicos condena a imensa maioria da população à pobreza e a incertezas diárias, e as futuras gerações a uma herança marcada pelos riscos meio ambientais, tudo para o benefício de poucos, enquanto nós, os 99%, somos destituídos de direitos fundamentais como educação, saúde, moradia, participação política, mobilidade e etc.

Reclamamos justiça social e não daremos um passo atras na defesa dos nossos direitos.

Após várias assembleias internacionais realizadas por conferência de voz, que contaram com representantes de assembleias e coletivos de vários países, foi definido o dia 12 de maio de 2012 para a próxima mobilização mundial.

Portanto, encorajamos todas as pessoas, comissões, assembleias e coletivos que lutam por uma mudança, a trabalhar em propostas e ações para esta mobilização, de modo que o dia 12 de maio de 2012 seja um exemplo de esperança e trabalho coletivo.

Evento apartidário.

Por que não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros.

 

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/382163611835461/

 

PASSEIO PÚBLICO |  O Passeio Público de SalvadorBahia, localiza-se ao lado da Praça da Aclamação. O Passeio Público era uma área que chegou a ser o jardim botânico da cidade e, mais tarde, transformou-se em dependência do Palácio da Aclamação, como está até hoje. Ali também chagou a funcionar um pequeno jardim zoológico.  A partir da década de 40 até meados de 70, funcionou como um importante pólo de arte e cultura. Em 1959 é inaugurado o Teatro Villa Velha nas dependências do Passeio. Porém, coma a transferência da Residência Oficial do Governador para Ondina, houve a desativação da maior parte das atividade artístico-culturais. Devido a falta de policiamento e limpeza a área entrou em decadência. Hoje em dia, o Teatro Vila Velha foi reativado no Passeio Público.

 

Frond, Benoist, 1858. Passeio Público,Salvador, Bahia

HISTÓRIA | O Passeio Público f oi inaugurado em 1810 pelo 8º Conde dos Arcos, Dom Marcos de Noronha e Brito, então governador da Bahia (1810 – 1918). Ornado de flores e árvores frutíferas, transforma-se num importante espaço de lazer e local onde aconteciam grandes festas populares. O terreno foi adquirido para esse fim em 1803 pelo governador da Bahia na época, Francisco da Cunha e Menezes.

Em 1815, foi inaugurado no Passeio Público o primeiro monumento lápide da Bahia: um obelisco de forma piramidal, em mármore português, comemorativo da passagem do Príncipe Regente (Dom João VI) e da família real portuguesa por Salvador em 1808.

Por ocasião da visita do Imperador Dom Pedro II (1859), foram plantadas no Passeio Público as palmeiras imperiais, seguidamente a construção do coreto, onde se apresentavam as bandas militares nas noites de sexta-feira e nas tardes de domingo.

Em 1913, o governador J. J. Seabra transfere o obelisco para a Praça da Aclamação, ocupando o lugar de outro monumento: o busto do primeiro governador eleito da Bahia (1892 – 1896) – transferido, por sua vez, para o Largo da Vitória. A construção da residência oficial dos governadores reduziu o espaço físico do Passeio Público, ficando separado da Praça da Aclamação por um muro divisório, decorado com bustos femininos.

Na administração do governador Francisco Marques de Góes Calmon (1925) o Passeio Público foi beneficiado com ampla reforma e instalação de um parque infantil. Nas três décadas seguintes, abrigou importantes espaços de arte e cultura: o programa Hora da Criança, do professor Adroaldo Ribeiro Costa; a Galeria Oxumaré, inaugurada em 1952, pelo professor Carlos Eduardo da Rocha; a Boate Manhattam e o Restaurante Perez, em 1955; a primeira companhia teatral profissional da Bahia, “Companhia Teatro dos Novos”, sob a direção do professor João Augusto (1959), local cedido pelo governo do Estado para depois abrigar o Teatro Vila Velha (1964).

Após a transferência da residência dos governadores para o “Palácio de Ondina”, o Passeio Público passou a ser alvo dos vândalos: sem segurança e serviços regulares de limpeza e manutenção. As atividades artístico-culturais foram sendo desativadas. Em 1990 o local recebe tratamento e nova reforma. Os bens foram catalogados e registrados, inclusive o “acervo verde” – identificação botânica de todas as espécies vegetais, com a colocação de placas para identificar as 55 árvores ali existentes (15 espécies diferentes entre nativas e exóticas), todas seculares e grande parte plantada antes mesmo da inauguração da área, em 1810.

12 de Maio | Manifesto GlobalMay #12M #maiobaiano #reocupa

Vivemos em um mundo controlado por forças que já não são capazes de garantir liberdade e dignidade para a população mundial (se é que alguma vez elas foram capazes). Um mundo onde nos dizem que não existe alternativa a perda dos nossos direitos, adquiridos através de lutas difíceis e intensas das gerações passadas.
Nos encontramos em um mundo no qual o sucesso se opõe aos valores essenciais da humanidade, como solidariedade e apoio mutuo. Além disso, qualquer coisa que não promova a competitividade, o egoísmo e a ganância é vista como disfuncional. Essa ideologia imoral é reforçada pelo monopólio dos meios de comunicação, instrumentos que criam os consensos necessários ao redor desse sistema injusto e insustentável.
Mas não permanecemos calados. Despertamos a nossa consciência e nos unimos em uma onda de consciência coletiva que está iluminando todos os cantos do planeta. Da Tunisia a Praça Tahrir, de Madrid a Reijkiavik, de Nova York a Bruxelas, pessoas se levantaram na Primavera Arabe, na dignidade da Islândia, na indignação do 15M ou da Ocupação de Wall Street. Todos unidos denunciamos a atual situação mundial. Nosso esforço serviu para afirmar que já basta, e ele começou a empurrar para frente mudanças em todo o mundo.
É por isso que nós, mulheres e homens, os habitantes desse planeta, decidimos livremente nos unir e fazer ouvir a nossa voz nesse 12 de Maio, em todo o mundo. Nós denunciamos a condição atual do planeta, a urgência da aplicação de políticas diferentes, desenvolvidas para encorajar e promover o bem comum.
Condenamos a atual distribuição dos recursos econômicos, na qual apenas uma minoria escapa da pobreza e insegurança. As futuras gerações são condenadas a receber uma herança envenenada devido aos crimes meio ambientais cometidos pelos ricos e poderosos contra todos nós. Sistemas políticos democráticos, aonde eles existem, foram esvaziados de sentido quase em sua totalidade. Eles foram postos a serviço dos mesmos que estão apenas interessados em aumentar os benefícios das suas corporações ou instituições financeiras, independente do destino do planeta e seus habitantes.
Também declaramos que a atual crise não é um acidente natural. Ela foi causada pela ganância daqueles que levaram o mundo a essa situação. Com a ajuda de uma ciência econômica que perdeu o seu sentido original de gerenciar o bem comum, e se transformou em uma ideologia a serviço dos poderes financeiros, que pretendem impor medidas que sufocam bilhões de pessoas, sem perguntar a sua opinião, apenas alegando que não existe outra solução. Eles dizem que devemos deixar o nosso futuro nas mãos dos mesmos especialistas que o estão destruindo.
Aqui e agora, estamos de volta. Nós despertamos, e não apenas para reclamar. Agora apontamos para os verdadeiros responsáveis pela crise, as suas políticas e as suas medidas disfarçadas de retóricas vazias. Propomos alternativas para essas políticas, que permitam corrigir a atual situação e mover na direção de um mundo mais democrático. Queremos um mundo governado por valores de liberdade, igualdade e fraternidade, o velho sonho que os nossos antepassados tiveram quando eles se levantaram contra a opressão nas gerações passadas em todo o planeta. Queremos um mundo aonde cada mulher ou homem tenha garantido o direito de perseguir, livremente, a felicidade pessoal e coletiva.
As linhas a continuação são a recompilação de reivindicações que foram recolhidas durante esses meses de trabalho de coordenação do Maio 2012. Sobre nenhum conceito queremos impor toda ou uma parte da mesma a nenhuma pessoa ou assembleia, por favor selecione aquelas que os pareçam válidas. Essa foi uma tentativa de algumas pessoas do movimento de conciliar declarações escritas e aprovadas em diferentes assembleias ao redor do mundo. O processo de escrita desse manifesto foi baseado em consenso, abertura para todos e regularmente anunciado nas plataformas e comunidades internacionais. Foi um longo e difícil processo, cheio de compromissos. Esse manifesto é oferecido para as assembleias para discussão, revisão e endosso.
Haverá um processo de diálogo global, e esta declaração é parte dele, um trabalho em andamento. Nós não fazemos demandas de governos, corporações ou membros de parlamentos, que alguns de nós veem como ilegítima, irresponsável ou corruptas. Nós falamos com as pessoas do mundo, de dentro e fora do movimento. Nós queremos outro mundo, e esse mundo é possível:
 1 -  A economia deve ser colocada a serviço do bem-estar das pessoas, e         apoiar e servir o meio ambiente, não o lucro privado. Queremos um         sistema aonde o trabalho é apreciado por sua utilidade social, não         o seu lucro financeiro ou comercial. Por isso demandamos:
  •  Acesso livre e universal a saúde, educação da escola primária a superior e habitação para todos os seres humanos, através de políticas apropriadas para alcançar isso. Nós rejeitamos a privatização dos serviços públicos e o uso desses serviços         essenciais para o lucro privado.
  • Total respeito ao direito das crianças, incluindo cuidados infantis para todas.
  • Todos os seres humanos deveriam ter acesso a uma renda adequada para sua         subsistência, por isso demandamos trabalho ou, alternativamente, garantia universal de uma renda mínima.
  • Companhias devem ser responsabilizadas por suas ações. Por  exemplo, não haverá ajuda pública ou fiscal para aquelas empresas que violem os direitos dos trabalhadores, o meio ambiente, ou pratiquem a subcontratação como método de descenso dos salários.
  • Além do pão, queremos rosas. Todo mundo tem o direito de desfrutar da cultura, participar de uma lazer criativo e enriquecedor que serve para o progresso dos seres humanos. Portanto, demandamos a redução da jornada laboral sem redução dos salários.
  • A soberania alimentar através da agricultura sustentável deveria ser promovida como um instrumento de segurança alimentar para o benefício de todos. Este deve incluir uma moratória por tempo indeterminado para a produção e comercialização de OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) e a redução imediata do uso de agroquímicos.
  • Exigimos políticas que funcionam sob o entendimento de que as mudanças nos nossos padrões de vida devem ser orgânicas/ecológicas ou nunca deveriam ser. Estas políticas devem basear-se em uma regra simples: não se pode prejudicar o equilíbrio do ecossistema simplesmente para o lucro. Violações desta política devem ser processadas em todo o mundo como crime ambiental, com sanções severas para os condenados.
  • Políticas para promover a mudança de combustíveis fósseis para energia renovável, através do investimento massivo que deve ajudar o modelo de produção.
  • Exigimos a criação de padrões ambientais internacionais, obrigatório para países, empresas, corporações e indivíduos. Ecocídio (dano intencional ao meio ambiente, ecossistemas e biodiversidade) devem ser reconhecidos internacionalmente como um         crime de grande magnitude.
2 – Para atingir estes objetivos, acreditamos que a economia deve ser democrática em todos os níveis, de local a global. As pessoas devem obter o controle democrático sobre as instituições financeiras, corporações transacionais e seus lobbies. Para isso, exigimos:
  • Controle e regulação da especulação financeira através da abolição dos paraísos fiscais e o estabelecimento de um imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Enquanto eles existirem, FMI, Banco Mundial e Comitê de Basilea para regulação bancária (BCBS)          devem ser radicalmente democratizados. Seu dever a partir de agora deve ser a promoção do desenvolvimento econômico baseado na toma de decisão democrática. Governos ricos não podem ter mais votos porque são ricos. Instituições internacionais devem ser controladas pelo princípio de que cada ser humano é igual a todos os outros seres humanos – africanos, argentino ou americano; grego ou alemão.
  • Devem realizar-se reformas radicais e completa reestruturação democrática na Organização Mundial do Comércio e do sistema de comércio mundial. A mercantilizarão da vida e dos recursos, assim como a competência com a baixa dos salários e comércio entre os países deve terminar.
  • Queremos o controle democrático dos bens globais, entendemos como tal todos os recursos naturais e instituições econômicas para um bom exercício econômico. Estes bens são: água, energia, ar, telecomunicações e um sistema financeiro, monetário e econômico justo e estável. Em todos esses casos, as decisões devem ser controladas pelos cidadãos para garantir os seus interesses e não os interesses de uma pequena minoria da elite financeira.
  • Enquanto as desigualdades sociais existirem, a tributação deve manter o princípio de solidariedade em todos os níveis. Aqueles que possuem mais devem contribuir mais para manter os serviços para o bem-estar coletivo. Deve implementar-se um limite máximo de renda e regular-se o rendimento mínimo definido para reduzir as ultrajantes divisões sociais e os seus efeitos sociais, políticos e econômicos.
  • Nenhum dinheiro para salvar bancos. Enquanto a divida exista, seguindo o exemplo de Equador e Islândia, exigimos uma auditoria social das dívidas contraídas pelos países. Dividas ilegítimas que pertencem a intituíções financeiras não devem ser pagas.
  • Separação da banca comercial e financeira, para evitar a “caída de bancos muito grandes”
  • Fim absoluto das políticas de austeridade fiscal que apenas         beneficiam uma minoria e causam grande sofrimento à maioria.
  • Fim da personalidade jurídica das corporações. As empresas não podem ser elevadas ao mesmo nível de direitos que as pessoas. O direito público para proteger os trabalhadores, cidadãos e o meio ambiente deve prevalecer sobre a proteção da propriedade privada ou investimento.
3 – Acreditamos que os sistemas políticos devem ser totalmente democráticos.Portanto demandamos a democratização total das instituições internacionais e a eliminação do poder de veto de uns poucos governos. Queremos um sistema político que realmente represente a variedade e diversidade das nossas sociedades:
  • Todas as decisões que afetam a humanidade devem ser tomadas em fóruns democráticos, como uma assembleia participativa e direta nas nações unidas (UN) e não nos clubes de países ricos como o G20 ou o G8.
  • Queremos desenvolver um sistema democrático que seja o mais participatorio possível, incluindo o desenvolvimento da democracia direta não representativa.
  • Enquanto eles forem praticados, os sistemas eleitorais devem ser o mais justo e representativo possível, evitando preconceitos que distorcem o princípio da proporcionalidade.
  • Pedimos a democratização do acesso e gestão dos meios de comunicação. Estes devem servir para educar o público, em oposição à criação de consensos artificias sobre políticas injustas.
  • Demandamos democracia nas empresas e corporações. Trabalhadores, independente do salário, cargo ou gênero, devem ter poder de decisão real nas empresas e corporações nas quais eles trabalham. Queremos promover empresas e corporações cooperativas como verdadeiras e democráticas instituições econômicas.
  • Tolerância zero à corrupção na política econômica. Precisamos parar a influência excessiva dos grandes negócios na política, que é hoje a maior ameaça para a verdadeira democracia.
  • Demandamos total liberdade de expressão, assembleia e demonstração, assim como a cessão das tentativas de censurar a internet.
  • Exigimos respeito ao direito de privacidade dentro e fora da internet. As empresas e governos não fazer uso indevido dos dados pessoais na internet.
  • Acreditamos que os gastos militares são politicamente contraproducente para o avanço de uma sociedade, de modo que exigimos a sua redução para um mínimo.
  • Minorias éticas, culturais e sexuais devem ter seus direitos civis, culturais e econômicos totalmente reconhecidos.
  • Alguns de nós acreditamos que uma nova Declaração Universal dos Direitos Humanos, apta para o século XXI, escrita de forma democrática e participativa, precisa ser redigida. Enquanto a atual Declaração dos Direitos Humanos definir os nossos direitos, ela deve ser reforçada em todos os países – ambos ricos ou pobres. Precisamos criar instituições que façam cumprir e penalizem aqueles que violarem esses direitos, como um tribunal global para julgar crimes sociais, econômicos e ambientais perpetuados por         governos, corporações e indivíduos. Em todos os níveis, local, nacional e global, novas políticas precisam ser consideradas, como na Islândia ou em alguns países latino-americanos. Justiça e lei devem funcionar para todos, caso contrário justiça não é justiça e lei não é lei.
Está é uma Primavera Global. Nós estaremos lá no dia 12 de maio, vamos lutar até vencer. Nós não vamos deixar de ser pessoas. Não somos números. Somos mulheres e homens livres.
Por uma Primavera Global!
Por uma democracia global e justiça social!
Tome as ruas no 12 e maio.
Texto original:

Exibição do documentário “Pinheirinho, tiraram minha casa, tiraram minha vida”, de Carlos Pronzato, hoje, às 19h, no Teatro Vila Velha.

O projeto A Cidade Que Queremos, parceria entre o Movimento Desocupa e o Teatro Vila Velha, exibe no dia 03/05 (quinta) o documentário “Pinheirinho, tiraram minha casa, tiraram minha vida”, de Carlos Pronzato, às 19h, na Sala Principal, com entrada franca. Após a exibição, será realizado um debate com a presença do diretor do filme e de Pedro Cardoso, do Movimento dos Sem Teto da Bahia.
O filme narra através de depoimentos dos seus protagonistas o histórico episódio de desocupação violenta de uma organização popular. Teve sua estréia no dia 3 de março de 2012 no Campão do Campo dos Alemães em São José dos Campos durante as comemorações dos oito anos da ocupação do Pinheirinho exibido para os próprios moradores do Pinheirinho.
Também foi exibido no Instituto Pólis (SP); Fórum Nacional de Reforma Urbana (SP); Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo; Auditório do Sindicato dos Petroleiros (Aracaju/SE); Centro Cultural Plataforma (Salvador/BA); Faculdade de Direito da PUC (Goiânia/GO); Faculdade São Luis (São Luis/MA), sempre com debates e a presença do diretor ou dos produtores.
Direção: Carlos Pronzato
Edição: Flávio Galvão
Pesquisa: Fábio Sosa
Produção: Rafael Beverari
03/05 | qui | 19h
Aberto a tod@s.
Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/253533144745095/
Para saber mais sobre o caso Pinheirinho:

1º de Maio | May Day

Hoje, 1º de maio,  comemoramos um feriado para os 99%. Hoje, nos reunimos todas as linhas de raça, classe, gênero e religião para desafiar os sistemas que criam estas divisões.Nova-iorquinos se juntam a milhões em todo o mundo, trabalhadores, estudantes, imigrantes, profissionais, houseworkers. Tomaram as ruas para participar de uma greve geral contra um sistema que trabalha contra nós. Com o nosso poder coletivo começamos a construir o mundo que queremos ver. Outro mundo é possível!

 

1º de Maio | Dia do Trabalhador

Coletivo Anarquista Bandeira Negra

 

O 1º de Maio tem sido, ao longo dos anos, uma comemoração, um feriado para quem trabalha ou quem está desempregado, um dia de descanso, uma data no calendário de feriadões a mais no ano. Vemos toda uma apologia ao lazer e ao ócio, literalmente um dia em que os empresários, CDL, indústria e demais setores do trabalho fazem desta data uma festa. A começar pela propaganda: “Dia do Trabalho!”. Sindicatos fazem sorteios de carros e prêmios, apresentações artísticas, dentre outros eventos culturais que, segundo eles, visam ao prazer do ofício. O que muita gente não sabe é que a história deste “feriado” condiz com uma batalha constante daqueles que lutavam por melhores condições de vida. Seu nome correto era “Dia do Trabalhador”, mais precisamente: “Dia do Internacionalismo Proletário”. Alguns costumam pensar que aquelas lutas pelos direitos são muito antigas e hoje já estão ultrapassadas, por isso não há motivos para continuar lembrando de velhas memórias. Será mesmo?

Essa data marcou definitivamente o que chamamos de luta de classes e, no entanto, esse confronto entre aqueles poucos que têm muito contra aqueles muitos que têm pouco, hoje em dia é cada vez mais atual. Há desigualdade entre categorias, assim como precarização dos trabalhos, desigualdade entre homens e mulheres, trabalho infantil, informalidade, semi-escravidão, altos impostos, aposentadoria individual, déficit de carteiras assinadas, dentre outras carências que o trabalhador e o desempregado sofrem. Enquanto os políticos passam a reivindicar seus próprios salários, a maioria da população reparte as migalhas dessa riqueza não distribuída. Isso, sem falar das contínuas reformas trabalhistas, com antigos direitos que são definitivamente usurpados pelas novas leis, na chamada “flexibilização”. De fato, se estamos tão longe das discussões abertas e públicas sobre política, estamos mais longe ainda das jornadas de luta pela melhoria salarial e por nossos direitos, que hoje perdemos pouco a pouco. Ter uma carteira assinada hoje é uma vitória! Mais de 15 milhões de pessoas estão inseridas no trabalho informal sem quaisquer assistências e direitos, como férias, vale-alimentação, vale-transporte, 13º salário, etc. Toda cidadã e cidadão tem direito a uma vida de subsistência digna, livre da exploração. Isso é exatamente o que não acontece neste país e no mundo.

Normalmente, a história contada é a versão dos vencedores. Pouco se sabe que, em 1937, Getúlio Vargas foi obrigado a criar um ministério do trabalho que se encarregou de controlar todos os sindicatos, uma resposta dada para a organização em massa dos trabalhadores, que era capaz de conquistar grandes mudanças. Vargas destrói o sindicalismo e se proclama “pai dos pobres”, “pai dos trabalhadores”. Não é à toa: aqueles que deveriam ser defensores das causas sociais, os políticos, são os nossos maiores inimigos porque privilegiam seus próprios interesses individuais e não nos representam. Aqueles que deveriam ser nossos defensores contra a exploração no trabalho, as centrais sindicais, são nossos traidores quando não estão ombro a ombro com os que estão todo o dia na labuta. É através de festas e “feriados” que um e outro transformam a vida do povo em pão-e-circo. Ainda por cima, a mídia tem a função de propagandear a ideologia dos poderosos, escondendo a história do 1º de maio e tirando seu caráter de reivindicação.

1º de Maio não é festa! Está na hora de ver o horizonte à frente e buscar outra sociedade, livre de exploração, desigualdade e miséria. O ideal de uma vida conquistada pela solidariedade e na luta. Para superar essa sociedade onde comanda a miséria, o desemprego e a perda dos direitos dos trabalhadores, é necessário a união dos trabalhadores e explorados! Unidos e mobilizados temos força para reivindicar nossos direitos, reivindicar justiça e liberdade!

Acompanhe ao vivo as Manifestações do dia 1º de Maio:

Watch live streaming video from globalrevolution at livestream.com