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[Portal G1 - Ba]: Movimento ‘Ocupa Salvador’ adere ao anti-Wall Street

20/10/2011 22h59 - Atualizado em 20/10/2011 22h59

Organizadores do grupo estão acampados em Ondina, na orla de Salvador.
Manifestação pede soluções para problemas mundiais.

Movimento Ocupe Wall Street em salvador (Foto: Lílian Marques/G1)Grupo está acampado na Praça de Ondina desde o dia 15 de outubro. (Foto: Lílian Marques/G1)

Um grupo de manifestantes do “Movimento Ocupa Salvador” está acampado na orla de Ondina, na capital baiana, desde o dia 15 de outubro. Nesta quinta-feira (21), com a chuva e vento forte que atingem a cidade, o grupo enfrenta algumas dificuldades com a estrutura de duas barracas usadas como abrigo que estão montadas no local.

Eles não tem previsão de sair do local e explicam que não há intenção de chamar atenção do poder público e sim de criar um movimento horizontal, apartidário para conscientização de mudanças que tragam soluções para problemas mundiais, mas pensando de uma forma local. Eles citam como um dos motivos do movimento, as manifestações na Grécia, Espanha e Estados Unidos contra instituições finaceiras e a falta de emprego nesses países, o anti-Wall Street.

Um dos participantes do movimento, Fabrício KC, explica que o movimento é global, mas tem um mote local. O grupo, de acordo com uma manifestante que se identificou como Mel, se conheceu pela internet e defendia diferentes causas, como meio-ambiente e mobilidade urbana. Eles se reuniram em prol de uma causa mundial, que é pensar em soluções locais para problemas que atingem o mundo inteiro. “A maioria [dos participantes do movimento] não se conhecia. Se conehceu por meio virtual”, lembra Mel.

Movimento Ocupe Wall Street em Salvador (Foto: Lílian Marques/G1)Chuva e vento forte desestruturou acampamento
(Foto: Lílian Marques/G1)

Fabrício completa dizendo que o movimento não tem um projeto, mas que o objetivo é costruir uma ideia de coletividade. “O que queremos é começar uma mudança global, a partir de uma atitude local. Temos vontade de incluir comunidades periféricas no movimento. Já fizemos contato com um líder do Calabar. Tem muita gente ajudando o grupo, se solidarizando, doando ferramentas, alimentos”, observa KC.

Os manifestantes estão em duas barracas e hoje, por causa da chuva, se revezam para dormir no local à noite. No total, segundo informações do grupo “Ocupa Salvador”, mais de dez pessoas participam do movimento. Eles tomam café e jantam no acampamento. O almoço, segundo o grupo, ainda não foi organizado. Cada integrante do grupo providencia por conta própria.

 

fonte: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2011/10/movimento-ocupa-salvador-adere-ao-anti-wall-street.html

[A Tarde On-line]: Movimento Ocupe Wall Street chega a Salvador

Da Redação, com informações da Paula Pitta

Paula Pitta/Agência A TARDE

Ativistas ocupam praça desde 15 de outubro

Ativistas ocupam praça desde 15 de outubro

Cinco pessoas, em duas barracas, ocupam a praça Antônio Sande de Oliveira, nas proximidades do Hotel Othon, em Ondina. O ato faz parte do movimento Ocupe Wall Street, iniciado em Wall Street (Estados Unidos) para criticar o capitalismo, desigualdades sociais e o sistema financeiro e que ganhou adeptos por todos os Estados Unidos e Europa, chegando também a países da América Latina.

Em Salvador, o protesto reúne mais de dez pessoas, que se revezam no acampamento em Ondina, desde 15 de outubro. São estudantes, artistas e profissionais liberais. O movimento na capital baiana, além de ter em sua pauta as reivindicações que deram origem ao Ocupe Wall Street, cobra também políticas públicas voltadas para as áreas de saneamento básico, segurança, mobilidade urbana e transporte.

A praça de Ondina foi escolhida porque foi uma obra, realizada a partir de uma parceria público-privada, que não priorizou a população, segundo os manifestantes, já que não possui bancos e conta com poucas árvores. De acordo com um dos ativistas, o agente cultural Fabrício K.C, 33, a obra foi voltada para priorizar a montagem de estruturas para o Carnaval.

Nesta tarde, dois professores, um da USP e outro de uma universidade da Califórnia, farão palestras sobre sociologia pública. O evento aconteceria na Praça de Ondina, mas teve de ser transferida para a Universidade Federal da Bahia (UFBA), no mesmo bairro, por conta da chuva que atinge a capital baiana desde a noite de terça-feira, 18.

Não há previsão para término do protesto, que acontece desde 15 de outubro. Com a chuva que cai em Salvador, parte da estrutura do acampamento foi danificada, mas os ativistas resistem ao frio, chuva e vento no local.

Veja imagens do acampamento -> http://qik.com/video/45208413

fonte: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5777425

[Portal UOL]: Indignados em Salvador na Bahia (Brasil)

fonte: http://mais.uol.com.br/view/dkdzd418khaa/indignados-em-salvador-na-bahia-04024E1A3372E0892326

[Portal TERRA]: Indignados baianos acampam em praça da orla

fonte: http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201110161416_TRR_80348453

[IMPRESSO] Matéria no Jornal A Tarde

[Blog de Jadson] “INDIGNADOS” BAIANOS VÃO ÀS RUAS NO 15-O E INICIAM ACAMPAMENTO

Passeata pela metade da pista da Avenida Sete de Setembro rumo à Praça Municipal
(Todas as fotos: Jadson Oliveira)
Concentração na Praça da Piedade (no detalhe, protesto contra a Rede Glogo)

De Salvador (Bahia) - Também Salvador, a quase sempre ensolarada capital dos baianos, já está inserida no circuito internacional dos “indignados”, os novos “guerrilheiros” modernos que querem mudar o mundo dominado pela ditadura das corporações financeiras e que se deleitam em manejar, ao invés de fuzis, a rebeldia e as novíssimas tecnologias da informática. Começaram a surgir nas rebeliões árabes, passaram a brilhar na Europa, com especial eloqüência na Porta do Sol, em Madrid, Espanha, ocuparam Wall Street, Nova Iorque, coração do capitalismo, e se espalharam pelo mundo como uma praga.

E chegaram ao Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre… e à Bahia, por que não? Foram poucos, mais ou menos uma centena, os que se manifestaram no sábado, 15 de outubro, o chamado 15-O, dia fadado a se tornar o “dia internacional dos indignados”, de acordo com a ousada convocação dos insurgentes espanhóis. Mas eles não se importam com o pequeno número, parecem crer fielmente na força da “presença” on line, confiam nos contatos através do Twitter e do Facebook e na necessidade urgente de mudar um mundo cheio de injustiças sociais, desigualdade, opressão e violência. São uma pequena parte dos milhares de jovens que protestaram em centenas de cidades de dezenas de países de todos os continentes.

Assembleia na Piedade para discutir a exibição ou não de bandeiras de partidos
Nos cartazes a variedade de protestos e reivindicações

Começaram a se juntar por volta das 10 horas da manhã do sábado na Praça da Piedade, área do centro antigo da cidade. Pintaram cartazes com variadíssimos protestos e reivindicações: 10% do PIB para educação, “educação do campo é direito e não esmola”,” lugar de político ladrão é na cadeia”, logotipo da TV Globo: “Alienação a gente vê por aqui”, “você aí parado também é explorado”, “transforme sua indignação em ação”, “que os ricos paguem pela crise”, etc, etc.

Apesar da fama de “apartidários”, “suprapartidários” – na verdade, um novo tipo de anarquismo -, parte dos “indignados” baianos que foram à Praça da Piedade era “organizada”, ou seja, fazia parte de partidos políticos e entidades do movimento social. Claro que teve gente sem partido, livre-atirador, como teve gente de novos grupamentos, a exemplo do Partido Pirata e do grupo Anonymous, com características bem anarquistas, mas teve também gente do PSTU, do PSOL, da Associação Nacional de Estudantes – Livre (Anel), de diretórios estudantis, do Sinasefe (sindicato dos servidores e professores do antigo Cefet, atual IFBA – Instituto Federal da Bahia, de ensino superior e técnico), do ANDES (sindicato de professores do ensino superior) e apareceu ainda, de passagem pelo local, uma dirigente do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Norma de Castro Batista, que aproveitou e sapecou um vibrante e aplaudido discurso.

Mas não foi harmoniosa a convivência de “organizados” e “não-organizados”. Uma parte – creio que a maioria – não gostou de que alguns partidários do PSTU exibissem a bandeira do partido (somente gente do PSTU tinha levado bandeira). Que qualquer um exibisse nos cartazes suas mensagens, seus protestos, tudo bem. Que qualquer um exibisse o nome de seu partido na camiseta, tudo bem. Mas levantar a bandeira com sua sigla partidária, não, era contra o espírito do movimento. Depois dos pronunciamentos na praça e antes da passeata pela Avenida Sete de Setembro rumo à Praça Municipal, a divergência rendeu muita discussão. Resultado: durante o debate em assembleia, antes de alguma decisão, as pessoas afinadas com o PSTU e a Anel se retiraram e desistiram de participar da passeata.

Concentração nas escadarias do Palácio Rio Branco, Praça Municipal

E então uns 70 a 80 manifestantes, com muita animação e muitas palavras-de-ordem – algumas bem irreverentes, como “que país é esse? é a porra do Brasil” -, desfilaram pela Avenida Sete, a principal via do centro de Salvador, ocupando apenas a metade da pista. Alguns poucos policiais se encarregaram de ajudar para que o trânsito fluísse sem problemas.

Na Praça Municipal, nas escadarias do Palácio Rio Branco (na praça estão ainda o Elevador Lacerda, cartão postal da cidade, a Câmara dos Vereadores e o Palácio Thomé de Souza, onde fica o gabinete do prefeito), os “indignados” avaliaram o movimento, se “ligaram” ao vivo nas redes sociais da Internet e decidiram iniciar o acampamento numa área de Ondina, bairro de classe média da orla marítima (área principal do bairro, nas proximidades da praça conhecida popularmente como “praça das gordinhas”).

fonte: http://blogdejadson.blogspot.com/2011/10/indignados-baianos-vao-as-ruas-no-15-o.html