Tarifa Zero – MPL – Revolta do Buzu

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Teleconferência com militantes do Movimento Passe Livre (MPL) de São Paulo – Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/154974048019242

Movimento Passe Livre < Por uma vida sem catracas /> http://www.mpl.org.br/

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ATENÇÃO: Acabamos de confirmar o local do evento. Será no auditório do Pavilhão de Aulas Glauber Rocha, antigo PAF III, no campus de Ondina da UFBA. O auditório estará reservado das 19h às 21h30min.

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1. O que é o Movimento Passe Livre (MPL)

Em sete pontos, o Movimento Passe Livre explica quem é, o que pretende e como está organizado.

O Movimento Passe Livre (MPL) é um movimento social autônomo, apartidário, horizontal e independente, que luta por um transporte público de verdade, gratuito para o conjunto da população e fora da iniciativa privada.

2. História do MPL

O MPL foi batizado na Plenária Nacional pelo Passe Livre, em janeiro de 2005, em Porto Alegre. Mas antes disso, há seis anos, já existia a Campanha pelo Passe Livre em Florianópolis. Fatos históricos importantes na origem e na atuação do MPL são a Revolta do Buzu (Salvador, 2003) e as Revoltas da Catraca (Florianópolis, 2004 e 2005). Em 2006 o MPL realizou seu 3º Encontro Nacional, com a participação de mais de 10 cidades brasileiras, na Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra].

3. Formas de organização

3.1. Autonomia e independência

Acreditamos que as pessoas diretamente envolvidas na luta são responsáveis pelas escolhas e criação das regras do movimento, sem depender de organizações externas como partidos e/ou entidades estudantis e financiamentos que exijam contrapartidas.

3.2. Apartidarismo mas não anti-partidarismo

Acreditamos em uma nova forma de se fazer política e não nos organizamos para eleições. Pressionamos o governo por políticas públicas, mas defendemos na nossa prática cotidiana que existe política além do voto. No entanto, é preciso deixar claro que ser “apartidário” não significa ser “antipartidário”. Assim como os apartidários, militantes de partidos políticos são totalmente bem vindos para colaborar na luta por passe livre.

3.3. Horizontalidade

Não existe hierarquia neste movimento. Não existe uma direção centralizada onde poucos decidem por muitos. Todos têm igual poder de participação.

4. O que é o passe livre

Passe livre é a gratuidade no transporte coletivo.

5. O que é um serviço público

Serviço público é aquele que não tem exclusão, que permite o acesso de todas as pessoas. A educação e a saúde só vão ser públicas de verdade se o transporte for público de verdade.

6. Mas é mesmo possível pegar ônibus de graça?

Não se trata de ônibus de graça, esse ônibus teria um custo, mas pago por impostos progressivos, não pela tarifa. O que a prefeitura precisa fazer é uma reforma tributária nos impostos progressivos, de modo que pague mais quem tem mais dinheiro, que pague menos quem tem menos e quem não tem não pague (impostos e taxas). Distribuir melhor o orçamento público, separando uma parte para subsidiar o transporte, ao invés de gastar dinheiro em propaganda, corrupção e obras que não atendem às reais necessidades da população. O passe livre estudantil já é realidade no Rio de Janeiro.

7. Sobre aumentos de tarifas

No Brasil, 35% da população que vive nas cidades grandes não tem dinheiro para pagar ônibus regularmente (IPEA, 2003). Muitas pessoas estão excluídas da educação porque não podem pagar o ônibus até a escola. Toda vez que aumenta a tarifa do ônibus, esta exclusão aumenta também. Ao mesmo tempo, é importante enfatizar que, mais que lutar contra o aumento da tarifa, lutamos contra a existência de uma tarifa. O sistema de Transporte precisa ser totalmente reestruturado, de modo que as tarifas não continuem aumentando, excluindo cada vez mais pessoas. O Transporte precisa ser visto como um direito essencial, não como uma mercadoria.

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REUNIÃO – PASSA LIVRE SALVADOR

www.facebook.com/events/343577015744966/

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REUNIÃO PARA CONSTRUÇÃO DO ATO de apoio ao movimento Passe Livre que vem ocorrendo em varias cidades do país. Manifestações livre e pacifica que vem sendo violentamente reprimida, mas os bravxs GUERREIROS E GUERREIRAS continuam indo as ruas LUTAR!!! Então marcamos uma reunião para a preparação de nossa manifestação aqui em Salvador, por um transporte publico de qualidade e em apoio as demais manifestações em no BRASIL. Convidem seus amigos, vamos re-construir o país.

PS: O evento é definitivamente APARTIDÁRIO e sem líderes. Busquemos sempre o consenso!

Local: Arena do Passeio Público – Centro. (Praça que sedia o Teatro Vila Velha)

Via Occupy Brazil – Nacional de luta contra o aumento das tarifas do transporte

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Brasil se levanta en protesta contra el aumento de los precios del transporte

http://internacional.elpais.com/internacional/2013/06/12/actualidad/1371000636_370579.html

“Os jornais não vão dizer que foram horas de manifestação pacífica, desde a Paulista até o terminal parque Dom Pedro.

Os jornais não vão dizer que a passeata seguiu o caminho praticamente delimitado pela força policial até ser encurralado em frente ao terminal.

Os jornais não vão dizer que após encurralar uma massa de 20 mil pessoas na frente do terminal, a incompetente força policial do estado de São Paulo atirou bombas de gás lacrimogênio no meio da multidão, gerando correria e colocando a vida de muitas pessoas em sério risco.

Os jornais não vão mostrar que o povo voltou cantando, unido, com apoio popular das janelas dos prédios, aplausos e tudo mais até a praça da Sé.

Eles não vão dizer que ao tentar se reunir novamente na praça da Sé, o povo foi atacado covardemente pela tropa de choque em frente à Catedral sem motivo algum aparente.

Nos jornais não vai aparecer que a partir daí a tropa de Choque realizou uma caça indiscriminada a qualquer transeunte, indo muito além do simples dispersar e controlar.

Nos jornais só vai aparecer que essa caça resultou na prisão de um repórter e de um fotógrafo da grande mídia.

Eles não vão contabilizar os manifestantes feridos, espancados pela polícia, machucados por estilhaços de bomba.

Os jornais só vão mostrar os policiais feridos, como se eles tivessem sido simplesmente atacados.

Esses jornais só vão falar de vandalismo, como se isso resumisse o ato, esquecendo toda a marcha.

Os jornais não vão mostrar que o povo fugiu novamente, agora da Sé, rumo à av. Paulista, já furiosos para serem atacados em frente ao MASP de forma covarde e com armadilhas preparadas nas ruas em volta, de forma que o povo não tivesse para onde fugir sem ser atingido pelos ataques da polícia.

Os jornais não vão dizer que todo o vandalismo se concentrou em bancos e propriedades que representam o Estado.

Eles só vão mostrar uma visão simplista, classificando os atos como puro vandalismo sem propósito, escondendo a real motivação de tanta revolta.

Eles nunca vão falar que se trata de uma juventude cansada da opressão do Estado e da ditadura do sistema financeiro.

Os jornais não vão dizer que a juventude não tem perspectiva de um futuro além de se amassar em caixotes com rodas todas as manhãs indo para um trabalho que não gostam, pagar caro por isso, em troca de um salário que mal paga habitação e alimentação.

Eles nunca vão dizer que a especulação imobiliária afastou o povo trabalhador do grande centro, obrigando a necessidade de horas de deslocamento até os locais de trabalho.

A mídia corporativa já não quer informar, quer manter a ordem do sistema vigente, o tão dito ‘status quo’.

Violenta é a mídia que é incapaz de ver o ser humano quando isto não vai ao encontro de seus interesses corporativos.

Violenta é a mídia.
Violento é esse sistema doente.”

CineOcupa Brasil – Occupy Love

Exibição do documentário Occupy Love
4 de Junho às 19:00
NEOWORKING em Aracaju

http://www.facebook.com/events/164008573772427/

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Entrem no grupo CineOcupa Brasil – Occupy Love

http://www.facebook.com/groups/172715066227469/

Não percam! Trailer com legenda em portugues: http://www.amara.org/en/videos/06HYpGK1jhTJ/pt-br/197270/

Bom, tudo começou com a Primavera Árabe, no final de 2010. Depois, aberto o caminho das possibilidades utópicas, surgiram os Indignados na Espanha, o Occupy Wall Street em NYC e os mais variados Ocupas em todo o mundo, todos eles envolvidos por uma grande ideia comum: construir um pequeno ‘laboratório de impossibilidades’ cujo ingrediente básico trabalhado por todos é o próprio sentimento fundador de qualquer relação genuinamente social: o amor.

É a partir daí que Velcrow mergulha no que ele chama de “revolução do coração” pra tentar entender “como a crise pela qual estamos passando poderia se tornar uma história de amor”. Após o filme vai rolar um bate-papo com Thiago TRocha, que teve uma experiência de cinco meses com o Occupy Wall Street no ano passado e escreveu um livro sobre o movimento a ser publicado em breve.

Se aprochegue então, puxe uma cadeira… ops, cadeira não, pois todas as cadeiras serão retiradas pra que a gente entre no clima e recrie a proximidade que esses movimentos tanto buscam resgatar! Traga sua canga, sua toalha de picnic, uma comida pra compartilhar e a sua voz pra esse debate que pretende também fomentar ideias pra possíveis ações em nossa própria cidade!

 

Ocupas do Brasil

Nota de repúdio às recentes medidas de “revitalização” do Parque do Campo Grande

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Como Se Mata Uma Praça?

A Associação Psicólogos do Trânsito e Mobilidade Humana (PATRAMH), com o apoio do Conselho Regional de Psicologia secção Bahia (CRP-03) através de sua Comissão de Mobilidade Humana e Trânsito (CMHT), vem manifestar total repúdio às recentes medidas de “revitalização” do Parque do Campo Grande, nesta cidade do Salvador.

O Campo Grande era, até a mal-nomeada “revitalização”, uma das praças mais vivas do país, com usos diversos, múltiplos e concomitantes o que garantia não apenas uma área de lazer excelente para diversas classes sociais e faixas etárias, como uma ligação de trânsito pedestres e de veículos de propulsão humana altamente segura no centro antigo desta importantíssima capital. Nada havia, portanto, a ser “revitalizado”. O que talvez de que o Campo Grande precisasse seria restauro e manutenção ou, no máximo, uma reforma do seu entorno – mas não do parque em si.

Insistimos em chamar a área de parque, e não de praça, porque suas dimensões (com mais de dez mil metros quadrados), seus usos (múltiplos, diversos, concomitantes, inesperados, criativos e espontâneos), sua localização (uma fronteira de ligação entre diversos bairros densos de centro), e seu microclima e proteção arbórea são mais comuns a pequenos parques do que a praças. Além disso, se compararmos com largos similares em outras capitais brasileiras (Campo das Princesas, no Recife; Praça da República, em Belém do Pará), veremos que estes grandes largos em frente ou ao redor de grandes teatros públicos operísticos (o Teatro Castro Alves, no nosso caso) recebem tratamento e frequência de parque.

Um parque não tem como sustentar sua vitalidade sem, por exemplo, pipoqueiros – e uma das medidas da “revitalização” foi justamente retirar todo o comércio informal e ambulante que costumeiramente lá estava. Um parque de centro não pode se dar ao luxo de ser apenas uma área de lazer, ou frequentado por apenas um bairro ou uma só classe social de seu entorno; nem pode restringir seu trânsito ao modo pedestre, embora este seja prioritário: sem bicicletas, skates, patins e patinetes, a praça fica mais vazia, com mais pontos cegos, menos interessante e mais perigosa especialmente para quem passa andando a pé. Tanto mais porque suas aléias são grandes (de 3 a 12m de largura) o suficiente para comportar diversas formas de ocupá-las.

Não por acaso, no dia mesmo da mal-dita “revitalização” ocorre um latrocínio no parque – crime que, seguramente, se a praça estivesse viva, diversa e espontaneamente ocupada como estava uma semana antes, não aconteceria com esta gravidade, uma vez que haveria transeuntes para inibir tais atos e alertar às autoridades, se preciso fosse.

Muito ao contrário, ao invés de impedir o uso de veículos não-motorizados de propulsão humana concomitante e auxiliarmente ao uso pedestre, as próprias Guarda Municipal e Polícia Militar deveriam incorporar skates, patins, patinetes e bicicletas como utensílios capazes de ampliar seu raio de ação e eficácia nesta e em outras regiões. A Polícia Militar já tem alguma experiência de policiamento por bicicletas em outros bairros, como no Caminho das Árvores, embora incipiente.

Como dissemos acima, se havia alguma reforma a ser feita no Campo Grande seria a redução da largura e velocidade das enormes vias de trânsito que circundam este parque, o que o deixa ilhado e restringe seu acesso pedestre a apenas quatro pontos específicos, ao invés do livre ingresso nele em sua totalidade.

Outrossim, ainda não compreendemos a necessidade de todos os dias se lavar a praça com caminhões-pipa: também isto torna a praça vazia, porque inóspita, em horários importantes, como à noite. E, posteriormente a “revitalização” (na verdade, como já mostramos, uma mortificação e sangramento de uma área até então vivíssima), tem-se visto automóveis e caminhões estacionados por sobre a praça, por vezes dentro do gradil do parque – o que é inaceitável e, rigorosamente, nunca aconteceu enquanto a praça era de fato viva, até poucas semanas atrás.

Aproveitamos para nos colocar a disposição para auxílio técnico a respeito do tema.

Lucas Jerzy Portela

Presidente, Associação Psicólogos do Trânsito e Mobilidade Humana (PATRAMH)

contato: lucasjerzy@gmail.com / (71) 8841-2257