Nós, os indivíduos do Occupy Pittsburgh, nos reunimos para resistir e abolir as injustiças políticas, sociais e econômicas que nos confrontam e a outras comunidades.
1) Reconhecemos que o sistema atual encoraja grandes empresas e os 1% mais ricos a exercer demasiada influência sobre os nossos sistemas políticos e legais, a economia e a cultura.
2) Reconhecemos que uma genuína democracia está sendo impossibilitada, nos removendo de nossos direitos, sacrificando a nossa saúde, proteção e bem-estar, ameaçando a nossa relação com o resto do mundo, tendo destruído e continuado a destruir culturas e povos pelo planeta, e comprometendo de forma crítica os ecossistemas que sustentam a vida mesma.
3) Somos um movimento não-violento e descentralizado trabalhando para criar uma sociedade justa.
4) Estamos reclamando um espaço para o diálogo público e a prática da democracia direta, com o objetivo de gerar e aplicar soluções acessíveis a todos.
5) Nesta finalidade, estamos exercendo os nossos direitos de reunião pacífica e de livre expressão, demonstrando a nossa determinação no longo trabalho de transformar as estruturas que produzem e conservam essas injustiças.
6) Também nesse fim, estamos trabalhando contra todas as formas de desigualdade e discriminação, inclusive aquelas baseadas na idade, capacidade, condição física, religião ou carência, isto é: de classe, cultura, estatuto imigratório, nacionalidade, histórico de encarceragem, situação de moradia, raça, cor, etnicidade, condição indígena, sexo, identidade de gênero e orientação sexual
7) Levantamo-nos em solidariedade àqueles que vieram antes de nós, em Pittsburgh e noutros lugares, aqueles que lutaram por justiça política, social e econômica.
8 ) Estamos unidos, na força e na coragem, com as Ocupações pelo mundo. Somos os seus vizinhos do lado. Somos seus amigos. Somos seus parentes. Somos os 99%.
Sítio do Occupy Pittsburgh.
Ao analisar a atual situação do sistema de transporte público de Salvador se percebe a necessidade de construirmos um espaço onde a população possa debater e desenvolver estratégias de intervenção referentes à mobilidade urbana da cidade.
Analisar o transporte público como um todo é refletir acerca dos variados meios de transportes; é pensar na concepção do mesmo e na lógica em que hoje ele se encontra; é discutir a precarização do sistema e como podemos melhorá-lo; é propor estratégias de organização e luta em busca dessas melhorias.
Desta forma, em janeiro de 2012, em debates do Movimento Estudantil foi proposto a construção de um fórum permanente com o intuito de problematizar e buscar soluções para a precariedade do sistema de transporte.
Dando continuidade ao primeiro fórum realizado dia 14 de janeiro, na Universidade Católica do Salvador (UCSal), Campus Lapa, será realizado no dia 04 de fevereiro o segundo encontro do Fórum de Transporte Público de Salvador com enfoque nas concepções do transporte público.
É muito importante a participação e contribuição neste espaço. Cada encontro pode proporcionar o acúmulo de conhecimento, articulações e intervenções políticas, sociais e culturais em prol das demandas de nossa sociedade. Sendo assim, convidamos a toda a população para contribuir na construção deste fórum.
- Dia: 04/02
- Horário: às 09h
-Tema: Concepção de transporte público
- Local: Casa do Germen- Rua Ignácio Accioly, Nº 26/ Pelourinho- defronte ao Teatro XVIII.
Cartão Postal da Bahia, Salvador. Brasil. Envie para seus amigos e familiares.
OCUPA PELOURINHO – Em breve o Ocupa Salvador voltará a atividade na Praça Municipal, centro Histórico da Cidade do Salvador. Dessa vez, um Conselho da Cidade reocupará a praça do povo com um fórum de compartilhamento de idéias e discussão aberto a toda população. Viver uma experiência democrática, com manifestações culturais, diálogos públicos, oficinas e assembléias cidadãs, propiciando a constiuição e produção do comum, resgatando assim a idéia de comunidade. Ocupar para transformar a praça no lugar do exercício pleno das liberdades públicas, ambiente de autoformação e consciência, pensando globalmente e agindo localmente.
Democracia Real, já!
“Antes da formação do Estado-nação, a política tinha um sentido diferente deste de hoje. ela significava a gestão dos negócios públicos pela população em nível comunitário; negócios públicos que, em seguida, tornaram-se domínio exclusivo dos políticos e dos burocratas. A população geria a coisa pública em assembléias cidadãs diretas, no cara a cara, e elegia conselhos que executavam as decisões políticas formuladas nessas assembléias. Estas controlavam de perto o funcionamento desses conselhos, revogando os delegados cuja ação era objeto de desaprovação pública.” Murray Bookchin
“Para que um povo se governe é indispensável que certas condições sejam preenchidas. A primeira delas é gozar de informação abundante e, para que não seja doutrinado pelo noticiário deturpado, de informação neutra, ou contraditória. Se um juiz não pode sentenciar sem ouvir as partes, como poderá o povo escolher sem ouvir todos os lados? Outra é usufurir de amplas liberdades públicas – diereito de reunião, de associação, de manifestação etc. – sem o que o pronunciamento não poderá ser livre.” Manoel Gonçalves Ferreira Filho.
O #OcupaSalvador voltará às discussões e ações no próximo dia 15 de janeiro, depois de uma pausa em seus movimentos. As próximas definições e encaminhamentos, novas reuniões e assembleias abertas e seus respectivos locais serão divulgadas neste blogue e em nossos canais nas redes.
O Ocupa, sabemos, é um grupo em constante formação e autodiscussão, livre, independente, aberto à participação ativa de qualquer pessoa, e forma uma nascente força coletiva que, em linhas gerais, não elege ideais abstratos mas também não assume reivindicações estéreis.
Em parte, nossas vivências até aqui envolveram e alimentaram uma postura crítica perante os modelos político e econômico hegemônicos que conformam e dirigem a problemática e injusta sociedade em que vivemos. A postura crítica resulta da vontade comum de transformação social em ampla escala, que se manifesta através da criatividade e da arte, da autocrítica e das discussões abertas, da valorização das diversidades culturais, do aprendizado a partir de conflitos individuais, de ações diretas, intervenções urbanas e dos diálogos com diferentes esferas da sociedade.
Trata-se, portanto, de um processo coletivo dinâmico e pacífico, político, cultural e artístico, que não prescinde da rebeldia – daquela sem rancor e sem ressentimentos, sem violência nem submissões impositivas – que resulta de uma consciência cada vez mais ampla que, historicamente, a humanidade desenvolve sobre si mesma, com forte sentido de comunidade que nasce de um sentimento de solidariedade humana que não resulta unicamente de nenhuma tradição, mas antes, revela a busca constante de uma dignidade comum.
A sociedade, entretanto, não é só um grupo de pessoas, mas é também uma “instituição” que, se de alguma forma dela participamos e fortalecemos suas instâncias, é legitimada por cada um de nós.
O ano de 2012 começa e o cenário político e econômico global enfrenta fortes crises. No Brasil não é diferente, não obstante as diferenças de contextos e momentos econômico e político, que dão diferentes matizes às situações drásticas que, neste início de ano, já nos revelam de forma clara e direta os reflexos de nossa peculiar crise, de natureza diferente daquela dos países “centrais” do hemisfério norte, mas de igual motivo de indignação e sobretudo, de exigência de ação.
Em Salvador, aproxima-se novo aumento de tarifa do transporte público, enfraquece-se sistematicamente a participação popular dos processos decisórios do município, os termos do PDDU e a forma como o Plano é conduzido no Poder Público municipal continua a favorecer grupos de poder financeiro e empresarial em detrimento da população da cidade, e o poder desses grupos – que agem em várias escalas – se sobrepõe ao poder político da esfera pública e da sociedade civil – e tudo isso aliado aos problemas anteriores estruturais que resultam de contextos históricos e da falta de gestões públicas voltadas para a maioria da população, da falta de pensamento e de investimentos em cultura e educação, da ausência de planejamento para a cidade e o Estado e do continuado jogo de interesses e favorecimentos que gira em torno da política e determina os contextos eleitorais.
Seguem algumas notícias – poderiam ser tantas outras – publicadas neste início de ano, de eventos na Bahia, no Maranhão, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, respectivamente, que servem para indicar que, em nosso país, os problemas sociais não se resolvem com números do PIB ou índices de consumo, nem com meros discursos contra a corrupção, mal que deve ser combatido juntamente com os problemas mais profundos que o geram e alimentam, – mas com ampla participação popular e ações autônomas e articuladas, enérgicas e criativas, seja como for.
BAHIA: Quilombo dos Macacos: este filme mostra que a Marinha do Brasil deflagrou nesta região guerra a um grupo de famílias negras descendentes de escravos que vivem ali antes da chegada da marinha.
MARANHÃO:
07/01/2012: Funai investiga caso de criança indígena de oito anos queimada viva por madeireiros.
08/01/2012: Polícia usa bombas de efeito moral e balas de borracha na cracolândia – uma situação grave que reflete diversas condições de nosso quadro social e que não pode ser resumida a uma atitude institucional de violência policial.
08/01/2012: Conflito entre índios e fazendeiros transforma cidades do Mato Grosso do Sul em faroeste: “Os índios dizem que a terra é deles porque eles nasceram nela. Os fazendeiros dizem que a terra é deles porque eles pagaram por ela. Enquanto a Justiça não decide quem é o verdadeiro dono, as invasões e os confrontos estão se tornando cada vez mais frequentes.”
● A primeira assembléia será realizada no dia 03/01/2012, na Biblioteca Central dos Barris, às 14 horas. Decidido pela enquete realizada no grupo.
Favor comparecer! http://www.facebook.com/events/146664155444404/
● Assine ao abaixo-assinado contra o aumento abusivo da tarifa do transporte coletivo de Salvador: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=zxcv1122
● Informações importantes: http://www.facebook.com/groups/revoltadobuzu2012/doc/321801097840272/
A criação do grupo da “Revolta do Buzu 2012″ tem como objetivo aglutinar o maior número de pessoas para realização de atos em RUA contra o possível aumento da passagem de ônibus em Salvador no ano de 2012. Ainda não é certo, mas já saíram notas em alguns jornais as especulações. Fiquemos todas/os atentas/os as movimentações e qualquer novidade vamos postando, compartilhando com as/os demais.
O grupo é para aquelas/es que tem interesse em atos de RUA, em mobilização, em ser combativo. Aquelas/es que não tem interesse nisso, que não acreditam em mobilizações populares e afins SUMAM. Não vamos aceitar trolls desmobilizares como na Revolta do ano passado.
Tomara que não tenha aumento, mas se tiver VAMOS À LUTA!
Twitter: www.twitter.com/@revoltabuzu2012
Gmail: revoltabuzu2012@gmail.com
Abraços fraternos em todas/os!
A Massa Crítica, ou Bicicletada, é um evento aberto a todos aqueles que estejam afim de articular coletivamente estratégias para divulgar, estimular e promover as condições necessárias para o uso da bicicleta como meio de transporte, além de reivindicar o seu espaço nas ruas. Desse modo pretende-se despertar a população e os gestores da mobilidade a consciência de que a bicicleta é um meio de transporte, sustentável, e que como todos os outros merece o devido respeito.
Lutamos por cidades amigáveis, onde os seres humanos sejam respeitados, por transporte público de qualidade para todos, multimodal e integrado. A mobilidade urbana é um direito de todos.
A Prefeitura de Salvador fez mais uma doação do espaço PÚBLICO da cidade para o capital PRIVADO. Agora os empresários já fecharam a Praça de Ondina e a população e os comerciantes precisam se sujeitar a não ter acesso ao espaço durante, no mínimo, 4 meses. É lógico que este tipo de gente (este tipo de empresário) não está nem aí para o que se chama de espaço público. Afinal, a estimativa é que somente este Camarote Salvador tenha um lucro de, no mínimo, 15 milhões de reais neste carnaval. O que não é dito pela Prefeitura é: o que a cidade ganha com isto? Qual o retorno que estes empresários deram (ou darão) para a cidade?
Existem informações de que a tal empresa pagou um milhão de reais para ter este espaço reservado para si, o que venhamos e convenhamos é uma merreca e além disso loteamento do espaço público. Se isto é verdade, a prefeitura fez o quê pela cidade com este dinheiro? Mas antes disso, a prefeitura perguntou se a população aceitaria este tipo de contrato?