[Dia de Ação Global] #FUCKFIFA: NÃO VAI TER TARIFA!

Evento no facebook via Occupy Brazil #OccupyWorldCup:

https://www.facebook.com/events/1495013400733480/

Não há lugar melhor para mudar as regras do jogo do que a terra do futebol

Durante os meses de junho e julho, ocorre no Brasil a Copa de Futebol da FIFA. É por conta da sua realização que milhares de famílias pobres foram retiradas de suas casas para dar espaço às obras superfaturadas da Copa. O grande investimento de dinheiro público da Copa deixará como legado o aumento da dívida pública e o aumento do aparato repressivo do Estado contra os movimentos sociais. Há anos a população ouve do governo que não tem dinheiro para a gratuidade dos transportes públicos, isto é, a tarifa zero, e nem para melhorar a sua qualidade. Enquanto há tarifa zero para quem vai ver jogo nos estádios da FIFA, há o sufoco cotidiano para a população. Pouco foi feito para mexer no bolso dos empresários ou para mudar a forma de remuneração por passageiro transportado, que torna muito mais lucrativo andar com ônibus lotados. O transporte continua sendo um ótimo negócio para os empresários.
Aonde vai, a FIFA impõe leis e regras que se sobrepõe às desses países. Desta forma estabelece uma dominação territorial e um estado de exceção, o qual é mantido através de um forte aparato militarregulado por políticos, banqueiros e corporações. Muros, cercas, fronteiras e barreiras nos retiram o direito a cidade e, principalmente, o direito de ir e vir.

A catraca é o símbolo da segregação entre a população e os privilegiados. De um lado, os 99% e, do outro, os 1%.
Pula catraca da FIFA!
A FIFA se apropria do futebol, uma paixão vinculada a nossa cultura, um bem popular, para nele inserir as principais corporações do capitalismo, explorar e segregar quem pode e quem não pode participar do seu espetáculo. A FIFA é a catraca do futebol. É o símbolo da fronteira entre a população e os privilegiados.
Mas não há lugar melhor para mudar as regras do jogo do que a terra do futebol. Há 1 ano da queda do aumento da tarifa em São Paulo e em centenas de cidades no Brasil, convocamos todos os apoiadores e indignados contra o esquema de lavagem de dinheiro, superfaturamento e de exploração dos países do terceiro mundo que a FIFA representa. Em apoio e solidariedade às lutas sociais do povo brasileiro, nessa quinta-feira, 19 de junho, pula catraca da FIFA!
Organize seu grupo, coletivo local ou movimento e faça um catracasso: pule a catraca e garanta um dia de tarifa zero para todos.
Há protestos marcados para esse dia em São Paulo, Natal, Belém e também na Suécia. Informe-se sobre a sua cidade.
Por uma vida SEM CATRACAS!
#OccupyWorldCup
Saiba mais em:

copapraquem.org
mpl.org.br
saopaulo.mpl.org.br
tarifazero.org
planka.nu
memetro.net

#ocupasalvador 2011 2012 2013 2014

NOTA DA FEDERAÇÃO NACIONAL MOVIMENTO PASSE LIVRE SOBRE O SEQUESTRO DA SIGLA “MPL”.

NOTA DA FEDERAÇÃO NACIONAL MOVIMENTO PASSE LIVRE SOBRE O SEQUESTRO DA SIGLA “MPL”.

Não é nenhuma novidade que a partir das mobilizações de junho, que surgiram principalmente das manifestações organizadas pelo Movimento Passe Livre em São Paulo e pelo contexto de lutas contra aumento das passagens em tantas outras cidades do país, o nome “Movimento Passe Livre” passou a ser usado em muitas cidades onde não existiam coletivos MPL locais. A mídia deu uma grande exposição das lutas contra o aumento das tarifas em São Paulo e pro MPL em si, e isso contribuiu muito para esta proliferação de “Movimentos Passe Livre” pelo Brasil afora. Hoje, muitos desses “Movimentos” que surgiram fazem parte da federação do MPL, mas o “Passe Livre” também foi usado por vários coletivos que tinham um caráter muito diferente do Movimento que temos construído ao longo de vários anos.

Nos sentimos honrados de ser um dos atores responsáveis pela retomada das lutas de rua autônomas e vitoriosas, e que a nossa organização e as nossas práticas tenham servido de exemplo para tantas outras lutas, mas precisamos ressaltar que nunca nos colocamos no papel de “donos” das lutas de junho. E foi conscientemente que não assumimos o papel de “representantes” dessas mobilizações. Nenhuma luta que o Movimento Passe Livre participou foi construída sozinha, e se as lutas não fossem impulsionadas por todos que se mobilizaram não teríamos conquistado a revogação dos aumentos. Nós acreditamos que as lutas não devem ser só do MPL, ou de uma organização qualquer, e isso por duas razões.

Primeiro, porque o MPL é só mais um movimento social entre tantos outros que lutam contra a exploração e a opressão na cidade e no campo; vamos seguir lutando, todos juntos, rumo às nossas vitórias, e é esta diversidade de lutas e de organizações que nos faz fortes. Em segundo lugar, nós não acreditamos o papel de “vanguardas” que se usam do discurso classista para se colocar como os representantes de todos os trabalhadores, esses grupos de “iluminados” e “entendidos em política” que querem falar em nome dos outros, e atrapalham ou impedem a organização e participação direta dos próprios trabalhadores, desempregados, comunidades indígenas e tantos outros subordinados à dominação da sociedade capitalista racista e patriarcal. Se as lutas de junho não foram suficientes para demonstrá-lo, que fique claro: acreditamos que nós, de baixo, devemos nos organizar coletivamente por nós mesmos, e qualquer forma de luta que tire a iniciativa direta daqueles que a constroem serve apenas para nos manter na passividade a que o capitalismo nos condena.

O Movimento Passe Livre não é uma moda passageira, como a grande mídia faz parecer. Também não é uma onda de manifestações com pautas variadas. O Movimento Passe Livre é um movimento social horizontal, autônomo, apartidário e independente, fundado em 2005 numa plenária do Fórum Social Mundial, a partir da articulação de vários coletivos locais que já se organizavam há algum tempo pra lutar pelo passe livre estudantil em suas cidades. Em 2006, adotamos oficialmente o federalismo como forma de organização, pensando em dois objetivos: (a) criar uma estrutura nacional para apoiar as lutas locais, sem criar qualquer hierarquia entre os coletivos federados, e (b) abrir uma “via de mão dupla”, através da qual, os coletivos já federados e coletivos recém-acolhidos na federação possam contribuir consciente e ativamente com o desenvolvimento das lutas pelo direito à cidade e pela tarifa zero em todo o país. Essas são as bandeiras do movimento. Qualquer pessoa interessada pode encontrar essas resoluções – públicas – tiradas no III Encontro Nacional do MPL, no nosso site: http://mpl.org.br/?q=node%2F2.
Desde junho, a grande mídia e alguns setores da esquerda têm tentado confundir o movimento social organizado, que é o MPL, com uma frente de lutas ampla e irrestrita, para abafar e diluir aquilo com que o MPL contribuiu decisivamente em junho, de maneira organizada: a manutenção de um sentido sólido para a mobilização popular e massiva – uma pauta concreta, simples e palpável, que representa um avanço real na luta popular e que pôde ser conquistada pela luta do povo.

Por isso nos preocupamos com o sequestro do nome “Movimento Passe Livre” por organizações políticas e indivíduos oportunistas, que tentam se aproveitar da legitimidade que o Movimento construiu ao longo de todos esses anos e em junho. Usam o nome do nosso coletivo desrespeitando completamente nossa história de luta. Em Osasco (SP), enquanto o grupo Osasco Contra o Aumento organizava manifestações contra o aumento, membros da União da Juventude Socialista (UJS) usaram a sigla “MPL” para legitimar-se em negociações com o overno. Também na baixada santista (SP), a UJS tentou aparelhar um coletivo que está tentando refundar o MPL na região. Em Salvador (BA) uma frente hegemonizada por indivíduos e organizações de esquerda de cunho nitidamente governista usa a sigla do MPL para se projetar politicamente, e tem hostilizado a própria federação nacional do MPL. Em São Luís (MA), um coletivo local ingressou na federação recentemente, mas não sem antes ter de lidar com um conhecido militante oportunista do movimento estudantil que tentava marcar reuniões com o governo e a prefeitura, e se dizia “coordenador” do movimento, vestido com a camisa do MPL. Em Curitiba, o coletivo expulso da federação, em 2012, insiste no uso ilegítimo de nossa sigla.
Estas situações são apenas as que tivemos notícias, mas, por conta da dimensão das jornadas de junho, devem haver vários outros casos como esses.

Diante de todos eles, reafirmamos que só integram a federação nacional do Movimento Passe Livre, aqueles coletivos que passaram pelo processo de adesão ao MPL: que mostraram ter concordância com os princípios do movimento, dos quais conhecemos a história na própria cidade, que procuraram e foram acompanhados por outros coletivos já federados, e nos quais temos plena confiança e laços de solidariedade de luta. Não proibimos, nem poderíamos proibir que qualquer grupo de pessoas se organize politicamente, e esperamos que mais pessoas se organizem na luta pelo transporte, mesmo que não seja pelo MPL; mas denunciaremos publicamente qualquer tentativa de sequestro do nosso nome por oportunistas que usem a sigla do movimento como uma chance momentânea de crescer na política ou de se afirmar diante de qualquer governo.
POR UMA VIDA SEM CATRACAS E SEM OPORTUNISMO!
MOVIMENTO PASSE LIVRE.

FONTE; https://tarifazerossa.wordpress.com/2014/05/12/227/

Assina a campanha #OurNetMundial Pelo Fim da Vigilância Global e por uma Internet Livre.

Aqui: http://NetMundial.net/ . Vamos ocupar as tags #netmundial2014 e #ArenaNetMundial

https://oiga.me/campaigns/end-global-surveillance-and-protect-the-free-internet

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Pelo Fim da Vigilância Global e por uma Internet Livre

Edward Snowden revelou a colaboração entre governos do mundo inteiro e poderosas empresas do Vale do Silício para converter a tecnologia que usamos em nosso dia a dia em ferramentas de controle social, politico e econômico. Essa injustificável violacão em massa de nossa confianca e privacidade esta afetando o potencial democrático da internet e seu futuro.

Ano passado, Dilma Rousseff, a presidente do Brasil, condenou as atividades dessa rede global de espionagem eletrônica em seu discurso na Assembleia Geral da ONU. E convocou o Fórum NETmundial (Encontro Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet).

Apesar da promessa, a mais recente versão do documento NETmundial “Princípios de Governança da Internet”[1] é frustrante, porque é vazia de conteúdo real e sem força. As referências contidas na primeira versão[2] sobre a não discriminação das comunicações (Neutralidade da Rede) e sobre a corrida armamentista de ciber-armas foram removidas.

O texto proposto nem ao menos menciona a vigilância em massa feita pela NSA com a participação ativa de empresas como Google, Apple, Facebook, Microsoft etc. E falha ao não propor qualquer ação concreta a respeito.

Os governos tem a obrigação moral e o dever de proteger as liberdades fundamentais de seus cidadãos contra agressões de entidades públicas e privadas. Nós esperamos que eles protejam a arquitetura descentralizada da Internet Livre como um bem comum.

Nós exigimos que os Governos tomem decisões concretas:

I/ Adotem o exemplo do Brasil com o “Marco Civil da Internet”, uma legislação forte que protege nossa liberdade e a Neutralidade da Rede, livre de mecanismos de censura e de vigilância global como a retenção de dados administrativos.[3]

II/ Tomem medidas efetivas para devolver a tecnologia às mãos dos cidadãos, investindo recursos para promover e reforçar: software livre; hardwares que os cidadãos possam controlar e nos quais possam confiar; arquiteturas descentralizadas, criptografia ponto a ponto e que coloquem um fim na militarização do espaço cibernético promovendo o acesso universal.

Caso contrário, os governos se expõem sendo, na melhor das hipóteses, cúmplices desse regime de censura e vigilância global e, na pior das hipóteses, seus participantes ativos, agindo contra os interesses dos cidadãos e atacando de forma deliberada a Internet Livre.

(1) Veja e comente aqui: http://document.netmundial.br/1-internet-governance-principles/

(2) Veja o esboço vazado pelo Wikileaks em: https://wikileaks.org/netmundial-outcome/

(3) A versão atual do Marco Civil da Internet está sendo discutida no Senado e obriga a retenção de dados por provedores de conteúdo, o que significa um retrocesso no avanço da Internet Livre.

COMUNS DAS LUTAS DO #BRASIL2013 PARA AGITAR #BRASIL2014

COMUNS DAS LUTAS DO #BRASIL2013 PARA AGITAR #BRASIL2014

Documento colaborativo para achar as lutas comuns do movimento plural e heterogêneo que ocupou as redes e as ruas no ano 2013. Cada Luta tem uma tag central e um ecossistema de tags para dialogar. A central é para conectar os coletivos e filtrar informação com ferramentas tipo REBELMOUSE. A paisagem de tags conecta com outros imaginários dos protestos e com as tags tácticas clássicas comuns a milhões de contas

Comuns das lutas:

1. Copa.

Tag central: #OcupaCopa

Paisagem de tags:
(imaginário protestos) #ForaFIFA, #NãoVaiTerCopa
(usuais) #COPA2014 etc
(adicionar mais)

2. Mobilidade.

Tag central: #passelivre
Paisagem de tags:
(Imaginário protestos) #tarifazero, #pulacatracas #pularoleta…
(usuais) #transporte, #mobilidade

3. Protestos

Tag central: #ProtestosBR
(imaginário protestos) #ProtestoSP…
/
4. Direitos urbanos
Tag central: #ACidadeÉnossa

Paisagem de tags: #direitosurbanos, #ocupacidade #direitoacidade….

5. Democratização da mídia.

Tag central: #OcupeAMídia ?
Paisagem de tags: #MídiaSemCatracas ? #OcupaRedeGlobo, #AbaixoARedeGloboPovoNãoÉBobo

6. Violência policial.

Tag: #VandalismoPolicial
Paisagem de tags: #SomosAmarildo, #OndeEstáOAmarildo #OndeEstaoOsAmarildos

7. Marco Civil.

Tag central: #InternetSemCatracas
Paisagem de tags: #MarcoCivil, #MarcoCivilJá

8. Democracia Plena.

Tag: #DemocraciaSemCatracas
Paisagem de tags:
(imaginário) #DemocraciaRealJá, #EuMeRepresento….
(usuais) #GovernoAberto, #OpenGov

TWITTAÇO PRENATAL #JUNHONÃOACABOU (pode ser outra)

Tuitaço estratégico para conectar o movimento no Brasil e divulgar numa tag comum vídeos, logos, imagens e textos do glorioso ano de 2013.

Tag (sugestões): #JunhoNãoAcabou #Treme2014 #2014emLuta #JunhoContinua
Data: ¿?¿?
Pad com estratégia: será criado um

10 ensinamentos de Javier Toret sobre Facebook e Tuíter

Sintetizando dez ensinamentos da sensacional oficina de Javier Toret Medina em 16 de novembro, na Glória, Rio de Janeiro:

1) É preciso usar o Facebook pra irradiar o fluxo de atenção a nossos blogues e sites, e não o inverso.

2) Quando escrevemos diretamente no Facebook, o conteúdo fica preso num espaço fechado e proprietário da internet, não guardamos memória, e tampouco permitimos o enredamento desse conteúdo com o que está fora, reforçando a ‘enclosure’.

3) O Facebook pode ter um uso tático desde que não o transformemos no eixo de nossa organização de tempo e atenção na internet, sempre pensado como nó intermediário e “porta de saída”, jamais como destinação final.

4) O uso tático consiste, majoritariamente, na dimensão visual das postagens, além da possibilidade de convocar e organizar eventos. Um uso mais comedido e não “all-over”. Em suma, domine o Facebook sem que ele o domine.

5) A interação via Facebook se limita a comentar, curtir & compartilhar, o que é muita redução de possibilidades, atrofiando nosso senso cognitivo de estabelecer e promover relações.

6) O Facebook favorece a formação de grupos de afinidade bem fechados, dificultando o papel de ‘hubs’, pessoas que transitam e possam perfurar as várias camadas de discurso.

7) O Facebook é facilmente espionável e patrulhável, e já se tornou o foco da atenção das agências governamentais para criminalizar movimentos e ativistas. Boa parte da facilidade de criminalização decorre do caráter identitário/individual dos perfis.

8) Um caminho é insistir na memória e conteúdo dos sites e blogues, bem como de outras redes sociais menos exclusivistas, fechadas e mutiladas.

9) O Tuíter é uma opção insubstituível, com maior potencial de interação, difusão, contágio e fazer-multidão, e também com maior abertura e capacidade de enredamento com o resto da internet.

10) Na conjuntura, precisamos retomar o Tuíter em massa, para organizar campanhas e disseminar conteúdos em tempo real (streamings), usando taticamente as hashtags, o retuíte e os ‘trending topics’.